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the first day of my life.



life is an adventure in forgiveness.


Segunda-feira, 25.02.13

#16

É tão fácil dizer que me és indiferente, que já não sinto nada por ti... é tão fácil dizer como mentir. Resumidamente, o que tenho feito, enganar-me a mim própria. Um facto é que a distância ajudou. Ajudou sim a apaziguar a dor, disfarçando-a em ódio e indiferença. Ajudou a levar os meus pensamentos sobre ti para longe, ajudou-me parcialmente a esquecer-te, mas se o consegui? Não totalmente. Ainda há uma parte de mim que posso dizer que te pertence. De vez em quando dá-me aquela nostalgia e ponho-me a ler as nossas conversas antigas, relembro-me da primeira vez que te vi e como estava envergonhada e a minha única preocupação era se corresponderia ás tuas expectativas. Um pouco idiota agora, mas assim foi. Dou por mim a relembrar palavras que foram ditas em vão, que causaram em ilusões desnecessárias. Lembro-me daquela vontade de chegar a casa só para falar contigo ou a minha felicidade quando recebia uma mensagem tua. A verdade é que não foram só as coisas que me dizias que me fizeram 'apaixonar' por ti. Foram todas as conversas, até as mais sem nexo que me fizeram olhar para ti de uma forma diferente, e são essas, que hoje me fazem mais falta. Não me importava se não tinham qualquer sentido, o importante é que era contigo que falava. Tínhamos uma forma distinta de comunicar e à nossa maneira, era isso que nos tornava especiais. 

Sim, sinto a tua falta mas não há uma forma simples de o dizer. Agora, a única forma de te esquecer, será me afastar, tentar mostrar indiferença perante as tuas atitudes. Não é que queira, mas é preciso. Um coração não ama por dois, daí esquecer-te é a minha única solução. Se gosto de ti? Muito. Mas de que vale isso perante o que sou para ti: nada?

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por inês oliveira às 00:12



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