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the first day of my life.


life is an adventure in forgiveness.


Terça-feira, 09.07.13

#19

Sinto-me estúpida neste momento. Estúpida por não ter visto a tempo que tu eras um player que dizia o mesmo a todas, estúpida ao ponto de ter acreditado nas tuas palavras. O engraçado é que no início quem não queria nada era eu, mas com o tempo comecei a identificar-me tanto contigo e com a tua personalidade, começaste-te a revelar uma pessoa que realmente fez a diferença na minha vida. Mas com isso também nasceram sentimentos que nunca deveriam ter nascido, porque supostamente deveria ser só uma amizade. Acabei por me iludir com as coisas que disseste, com as tuas atitudes, iludi-me contigo. Pensei que fosses diferentes dos outros, mas a verdade é que és igual aos outros, és um player, só sabes brincar com os sentimentos dos outros. Não te contentas só com uma, não consegues fazer uma única rapariga feliz. Agora pergunto-me: és feliz assim? A dizer o mesmo a todas as raparigas e a iludi-las, mas pior, a iludir-te a ti próprio? Desde quando és assim? 

Posso estar muito enganada, mas arriscar-me-ia a dizer que a tua personalidade tem vindo a mudar imenso, e tu não eras assim. Mas tal como a nossa amizade começou, começaste muitas amizades da mesma forma. Mas sabes que mais? Cansei-me de ti e destes sentimentos. Talvez tenha merecido, porque fiz imensa porcaria é certo e também foi uma forma de abrir os olhos. 

Quanto a ti, não passaste de um grande erro que espero esquecer, mas de vez. Se um dia simplesmente deixar-te de falar, espero que percebas o porquê. O caminho é para a frente, e sem dúvida que estou muito melhor sozinha.

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Domingo, 19.05.13

#18

Num momento temos tudo, no momento a seguir não temos nada. Por momentos acreditámos que pudesse durar, mas no momento seguinte já nada existia. Cada um seguiu a sua vida. Ou tu seguiste a tua, porque eu continuo à espera que um dia dê certo, ainda creio na mínima possibilidade que vás abrir os olhos e perceber que eu era a tal. Nunca fui boa a demonstrar sentimentos e sou orgulhosa demais para admitir que tenho saudades tuas, saudades dos velhos tempos, saudades do que éramos, saudades do que tínhamos. Nunca te disse o que ia no meu coração, nem nos meus pensamentos, mas se o fizesse, teria feito alguma diferença? Será que nem a distância teria impedido o que eventualmente poderíamos ter? O meu maior erro não foi ter-te amado ou sofrido por ti. O meu maior erro foi quando pus o meu orgulho de lado por ti e tu a mim nada deste. Se custa saber que ainda gosto de ti, penso em ti, tenho saudades tuas e sofro por ti? Custa, mas custa ainda mais saber que abri o jogo contigo e tu não quiseste saber. Too late.

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por inês oliveira às 03:42

Sexta-feira, 29.03.13

#17

São confusões na minha cabeça. Confusões que não deviam existir. O amor é difícil de definir, é certo, mas como posso eu amar alguém, se nem eu sei o significado da palavra "amar"? Tão longe sei como é que isso me faz sentir. Já soube, antes de ser magoada. Agora, parece que tenho por vício enganar-me a mim própria. Talvez eu lá no fundo o saiba, mas não me importo, porque gosto do que sou quando estou contigo e da forma que me fazes sentir. És o rapaz que muitas raparigas procuram, mas parece que eu não sei dar valor e isso também magoa, acredita que sim. Talvez porque saiba que mereces melhor, mereces alguém que te faça feliz e te ame com a mesma intensidade. Não precisas de alguém que te iluda e depois se vá embora. Infelizmente, parece que o meu novo "passatempo", apesar de forma involuntária, é iludir as pessoas, e depois fazer mesmo isso, ir embora. Não quero voltar a fazer isso contigo, mas também não consigo prometer um final feliz ou sequer um para sempre. Relações sufocam-me, é uma verdade. Não consigo imaginar um para sempre com quem quer que seja. É de mim assim, ser estúpida para quem gosta de mim. No meu íntimo, rezo para que contigo seja diferente, de verdade, mas que posso eu fazer, se nem eu sei o que quero? Se eu nem sei o que é certo ou errado? 

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por inês oliveira às 14:05

Segunda-feira, 25.02.13

#16

É tão fácil dizer que me és indiferente, que já não sinto nada por ti... é tão fácil dizer como mentir. Resumidamente, o que tenho feito, enganar-me a mim própria. Um facto é que a distância ajudou. Ajudou sim a apaziguar a dor, disfarçando-a em ódio e indiferença. Ajudou a levar os meus pensamentos sobre ti para longe, ajudou-me parcialmente a esquecer-te, mas se o consegui? Não totalmente. Ainda há uma parte de mim que posso dizer que te pertence. De vez em quando dá-me aquela nostalgia e ponho-me a ler as nossas conversas antigas, relembro-me da primeira vez que te vi e como estava envergonhada e a minha única preocupação era se corresponderia ás tuas expectativas. Um pouco idiota agora, mas assim foi. Dou por mim a relembrar palavras que foram ditas em vão, que causaram em ilusões desnecessárias. Lembro-me daquela vontade de chegar a casa só para falar contigo ou a minha felicidade quando recebia uma mensagem tua. A verdade é que não foram só as coisas que me dizias que me fizeram 'apaixonar' por ti. Foram todas as conversas, até as mais sem nexo que me fizeram olhar para ti de uma forma diferente, e são essas, que hoje me fazem mais falta. Não me importava se não tinham qualquer sentido, o importante é que era contigo que falava. Tínhamos uma forma distinta de comunicar e à nossa maneira, era isso que nos tornava especiais. 

Sim, sinto a tua falta mas não há uma forma simples de o dizer. Agora, a única forma de te esquecer, será me afastar, tentar mostrar indiferença perante as tuas atitudes. Não é que queira, mas é preciso. Um coração não ama por dois, daí esquecer-te é a minha única solução. Se gosto de ti? Muito. Mas de que vale isso perante o que sou para ti: nada?

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por inês oliveira às 00:12

Domingo, 17.02.13

#15

Nunca pensei vir a gostar tanto de ti... mas às vezes pequenas brincadeiras levam a coisas sérias. Acho que não há uma maneira certa de te dizer o que sinto, sem que tu te afastes. Uma parte de mim quer-te longe, de forma a que este sentimento não cresça, de forma a que não estraguemos a nossa amizade, mas outra parte quer-te perto, não só pelo facto de sentir algo por ti, mas sim também pelo facto que em pouco tempo te tornaste importante para mim. Foi pela tua forma de ser, pelo facto de às vezes me irritares, mas momentos depois fazeres com que voltasse a ficar bem, foi pelas palavras ditas e não por uma aparência... foi por tudo isto que comecei a ver-te mais do que um amigo. Eu disse para mim própria que não me iria apaixonar, tentei enganar-me ao dizer que só te via como um amigo... mas só tentei. No fundo sabia que era algo mais, e dói. Dói saber que não é correspondido. Dói saber que me iludi. Dói saber que por causa de um 'sentimento estúpido' vou perder um grande amigo. Não é que queira, mas é a saída mais fácil para que este sentimento não cresça. Fuck boys, fuck love. 

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por inês oliveira às 21:19

Sexta-feira, 25.01.13

#14

Custa amar em segredo, sentir ciúmes em segredo, custa sofrer em segredo. Sabemos à partida, que algumas coisas simplesmente foram feitas para não dar certo, mas no nosso íntimo nunca perdemos aquela pequena esperança de que um dia, quem sabe, conseguiremos tornar os nossos desejos reais. Amar, sem sofrer. Lutar, sem nos magoarmos. Acontece, que quando envolve sentimentos, mesmo que seja contra a nossa vontade, isso acaba por acontecer. É óbvio que ninguém quer sair magoado de uma relação ou de uma paixão, mas custa saber “que mais uma vez” algo não vai dar certo e acabamos por ter medo de nos entregarmos, admitirmos os nossos sentimentos a quem quer que seja. Acabamos por ficar frios e a pensar quando é que chegará o ‘tal’. Às vezes parece que esse dia nunca mais chega, mas toda a gente tem o direito a ser feliz... O que tiver que ser, será. Sem medos, lágrimas ou dor. 

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por inês oliveira às 23:42

Terça-feira, 23.10.12

#13

Ultimamente parece que vivo à base de ilusões. Ilusões de que tudo volte ao que era, ilusões de ter o que não posso ter. Esperamos sempre pelo inalcançável. Por mais que queiramos, por mais que lutemos, não é à base de vontade que obtemos o que queremos. Só o conseguimos com mudanças, não da nossa parte, mas da parte da tal pessoa. Mas nós também vamos mudando, e com o tempo mudam as vontades, mudam os sentimentos, nós próprios mudamos. Não podemos ficar à espera de algo ou alguém uma vida inteira. Tudo tem os seus limites, tudo tem o seu tempo. Tudo se esgota, até o mais forte dos sentimentos se vai desvanecendo e o nosso coração acaba por fazer novas escolhas. Depois de tanto sofrimento e luta, a vida acaba por nos dar o rumo certo para prosseguirmos o nosso caminho. Basicamente cansei-me de fazer as escolhas erradas. Começarei do zero, mas desta vez de cabeça erguida e sem me prender ao passado, aliás, porque o nosso futuro, somos nós que o fazemos e à base de memórias, ninguém vive.

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Sábado, 15.09.12

#12

Todas as raparigas, pelo menos uma vez na vida, sonham em encontrar o rapaz dos seus sonhos. Eu tinha o meu. Inteligente e de olhos verdes. Um pouco cliché, admito. Uma vez encontrei-o, mas não lhe soube dar o devido valor. Não basta encontrá-lo, é preciso conquistá-lo. Mas conquistar algo ou alguém, implica amar e a minha definição de amar já estava gasta devido a alguém... a alguém a quem dei o melhor de mim e acabei por receber o pior: sofrimento. Talvez tenha sido devido a isso que não deu certo, por não estar pronta, por ainda ser tudo muito recente, por querer apagar algo do passado que fez recentemente parte da minha vida e me marcou. Simplesmente não estava pronta para amar e ser amada naquele momento. Por momentos, estive crente que poderia dar certo, que o sentimento chegava mas a verdade, é que não basta apenas amar. É preciso demonstrá-lo. Acabei por fazer ao “rapaz dos meus sonhos”, aquilo que em tempos fizeram a mim e me fez tanto sofrer. Simplesmente, não era o correcto.  E quanto ao que sentia? Aos poucos fui percebendo que em nada se comparava ao que tinha sentido à uns tempos atrás por outro alguém. Sim, gostava do tal rapaz, mas não com a mesma intensidade, não da mesma maneira. Não podia nem devia alimentar algo que possivelmente não teria futuro. Não podia magoar nem desiludir alguém de quem gostava e por quem tinha uma estima enorme. Talvez acabasse por o fazer, mas mais valia acabar logo ao início algo que já sabia que não tinha pés para andar.

E é a conclusão que tiro disto tudo. O príncipe, nem sempre é como sonhamos e o tal, por vezes é a pessoa mais improvável. O amor não é algo que se apresse e quando tiver que chegar, irá chegar, com a pessoa certa, independentemente de ela ser como sonhamos ou não. Sonhos não passam mesmo disso... apenas sonhos.

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por inês oliveira às 18:03

Domingo, 19.08.12

#11

A vida é uma aventura baseada em constantes mudanças. A partir dessas mudanças, escolhas têm que ser feitas. Cada uma complementa a outra e às vezes, era tão mais fácil que não tivessem que ser feitas. A palavra mudança, tem um grande impacto para quem a ouve. Assemelha-se a uma reviravolta. Nem sempre é boa, nem sempre é por opção. Às vezes é algo forçado. Mudar algo na nossa vida, implica fazer escolhas e deixar para trás algo a que já nos tínhamos habituado... E na vida, quantas vezes não tivemos que mudar ou optar por algo? Quantas e quantas vezes não foi por opção própria, mas sim por não haver outra saída? Algumas dessas escolhas, deixam marca permanente e o passado parece a única saída para os nossos problemas. O passado deixa saudade, dá vontade de retroceder no tempo, mas a vida continua e é preciso viver no presente e lutar pelo futuro, não ficar parado à espera de ter de volta o que se teve em tempos. Uma verdade, por mais dura que seja, é que nem sempre o passado volta. Às vezes, simplesmente temos que aceitar as coisas como elas são. Nunca ninguém disse que viver era fácil, mas também nunca ninguém disse que iria ser tão difícil...

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por inês oliveira às 02:28

Sexta-feira, 22.06.12

#10

E tu? Pois, não passaste de mais um capítulo da minha vida e ela continua, contigo ou sem ti.

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por inês oliveira às 19:33

Segunda-feira, 18.06.12

#9

Sinto-me desiludida, magoada, receosa, zangada... sinto-me de mil e uma maneiras, mas a razão para tal é mesmo só uma, tu. Simplesmente cansei-me de lutar por isto sozinha. Sabes o que é gostar tanto de alguém, que se aguenta tudo? É assim que neste momento me sinto em relação a ti. Tentei mostrar-me indiferente perante as tuas atitudes, mas que posso fazer? A verdade é que me afectam e muito... Esta nossa "relação" começa a saturar. Tanto estamos bem, como no dia a seguir algo acontece. Nem sempre é por tua culpa, é certo. Também já cometi erros, mas tive essa noção, arrependi-me e pedi desculpa... Mas e tu que me magoas constantemente com as tuas atitudes? O pior é saber que não tens noção do quanto elas me afectam, do quanto magoada fico... isto porque gosto mesmo de ti, mas acho que só tu é que realmente não o vês. E bem, aqui continuo eu, como sempre, à espera do dia em que dês valor ao que tens, que percebas o quanto gosto de ti e o que tens feito. É, continuo a acreditar...

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por inês oliveira às 20:07

Sábado, 16.06.12

#8

Aprende. Um dia, começarás a dar mais valor ao velho do que ao novo. Um dia, vais querer regressar ao passado, devido ao presente não te agradar. Um dia, as pessoas que estiveram sempre aqui para ti, para te ouvir e apoiar, para te dar os conselhos que na maioria das vezes não acabaste por seguir, já terão seguido a sua vida e tu terás que continuar. Um dia, vais sentir um enorme desejo de ter tudo aquilo que alegrou a tua vida de volta, nem que fosse por escassos segundos, mas que acabou por fazer-te mais feliz, com vontade de enfrentar o que se seguia. Um dia, talvez seja tarde demais e as escolhas que fizeste no passado, marcaram o teu futuro e talvez não corresponda na totalidade às tuas expectativas. Para quê pensar tanto no futuro quando ainda temos tanto para viver no presente e tanta coisa para relembrar do passado? Um dia, darás por ti a colocares-te estas perguntas, sem resposta aparente, mas um dia, descobrirás que a resposta é simples. O facto de pensar demasiado no futuro e apressar o teu presente, fez que perdesses as melhores recordações que levavas desta tua vida. Um dia... podes ter perdido tudo, quando podias ter um futuro tão promissor. Um dia, pois...

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por inês oliveira às 02:36

Terça-feira, 12.06.12

#7

Nunca soube o que era gostar de alguém. Simplesmente limitava-me a apaixonar-me e desapaixonar-me facilmente... Até perceber o que realmente era amar, coisa que aprendi contigo. É certo que existem momentos em que se sofre, nos chateamos, só temos vontade de nos desapegar da tal pessoa, mas são esses momentos que acabam por mostrar o quanto importante essa pessoa é na nossa vida. De vez em quando a vida prega-nos partidas, e a pessoa escolhida, acaba por ser quem menos pensávamos. Alguém que não gostávamos, um amigo, um completo desconhecido... Contigo, passou de uma grande amizade a algo mais. Houve momentos que andei à nora, sem saber o que sentia, se era mais forte do que uma simples amizade, mas o tempo esclareceu-me todas as dúvidas e se duvidas do que eu sinto, já eu não. Como sei disso? Talvez porque é contigo que quero estar, falar. Cada vez que ouço o teu nome, apenas sorrio e a cada música ou "mensagem romântica" que leio, é de ti que me lembro. Neste momento, não me encontro mais confusa. Tenho as ideias definidas e sei o que quero. Não digo que não tenha medo de sofrer ou de me magoar, mas quando se ama, o que importa é o que se sente. 

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por inês oliveira às 20:20

Sábado, 09.06.12

#6

Uma vez disseram-me "toma a iniciativa, antes que seja tarde demais", mas não quis saber. Hoje é o dia que me arrependo das escolhas que fiz. Talvez fosse da idade ou do que eu considerava importante fazer. Ainda nem sequer sabia o que era amar ou dar valor ao que mais gostava. E bem, hoje já não é mais assim.  Hoje sei separar o que me faz bem do que me faz mal, do que eu quero que faça parte da minha vida do que não quero, dos sonhos que tenho para realizar e dos que eu quero deixar para trás. Hoje, sei o que quero para mim e o que tenho que esquecer. Talvez esquecer seja um termo muito forte, mas é do que eu preciso. Preciso de erguer a cabeça e continuar, pois a vida não pára e as escolhas que fazemos no presente, são as escolhas que vão fazer de nós alguém no futuro. Custa sempre pensar que quando tomamos uma decisão, deixamos alguma coisa para trás, mas é assim que aprendemos a dar valor ao que temos. Agora eu sei do que preciso, a quem devo dedicar o meu tempo, o que me faz feliz e o que quero fazer do meu futuro. Certas coisas jamais vão desaparecer da minha vida. Deixaram marcas bem visíveis em mim e que fizeram de mim o que sou hoje. Tantas desilusões e alegrias... Mas bem, a vida prossegue. Com ou sem elas, vou é ser feliz!

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por inês oliveira às 18:19

Sábado, 09.06.12

#5

A vida é tal e qual um puzzle. Aos poucos, vamos descobrindo as peças que encaixam e as peças que é preciso deitar fora para o completar.

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por inês oliveira às 18:05

Sexta-feira, 08.06.12

#4

Nunca pensei que amar e ser amado tivesse destes finais, se é que se pode considerar o fim de algo que nem sequer chegou a começar. Por questão de segundos, tivemo-nos um ao outro, lado a lado, dispostos a nos entregarmos por completo, mas limitamo-nos a deixar que essa oportunidade fosse embora e que aquilo que um dia poderia nos ter feito felizes, se tornasse apenas numa recordação boa, que agora faz sofrer, que nos magoa por dentro, que nos faz pensar e repensar mil vezes no que deixamos para trás e nas oportunidades perdidas. Chamam-se oportunidades pois ou as agarramos ou as deixamos ir e a vida não dá segundas oportunidades, ou pelo menos, não tão boas e verdadeiras como a primeira. Tudo é melhor quando é dito e é sentido e quando se quer pelo simples facto de se amar. Agora, só queria retroceder no tempo, fazer o que não fiz e dizer o que deixei por dizer, mas falta-me coragem e ainda dói... dói tanto por saber que te amo, como amei desde sempre e que agora já não é mais correspondido. Para ti, não passo de uma memória que de certa forma deixou uma marca no teu coração, mas e tu para mim? Pois, ainda é por ti que o meu coração bate.

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por inês oliveira às 13:31

Sábado, 23.07.11

#3

 

Lembro-me daqueles dias únicos onde tudo não passava de uma alegria constante, lágrimas de felicidade, gargalhadas sem fim, demonstrações de carinho, loucuras das quais não nos arrependemos, onde fomos nós próprios e defendemos os nossos amigos até ao fim; lutamos pela nossa amizade, suportamos as más línguas e acima de tudo, ficamos unidos até ao fim. Dias dos quais não me arrependo de nada, nem dos desentendimentos ou dos pequenos atritos que surgiram. Tudo resolveu-se. Era um sentimento que superava qualquer coisa. Era um por todos e todos por um!  Tempo esse que passou a correr. O ano transformou-se rapidamente em dias e em cada dia havia novas aventuras e mais motivação para o dia que se seguia. Sempre demos o melhor de nós. Sempre tentamos ser o melhor para os outros. Sempre quisemos recordar esses dias como os melhores dias das nossas vidas e o objectivo foi concluído com sucesso mas tão rápido percebemos que tudo mudou. Bastou uma curta separação para os grandes amigos virarem apenas conhecidos, para dizerem apenas um “olá”, para deixarem de se conhecer realmente, mas os momentos que recordamos passaram a estar cada vez mais presentes e dia após dia não nos sai da cabeça “Mas onde é que errei?”. Posso ter errado em muita coisa, ter afastado pessoas únicas e que gostavam realmente de mim, posso ter-me tornado numa pessoa completamente diferente, posso ter mudado psicologicamente mas no meu coração estarão sempre esses momentos, esses dias únicos e as pessoas insubstituíveis a que me habituei... Pessoas a que me habituei a tratar com carinho e que talvez tenha acabado por desprezar mas quem é que nunca errou? Não sou perfeita.

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Quinta-feira, 21.07.11

#2

Um sentimento não desaparece de um momento para o outro. Leva tempo até acabar por completo e leva tempo para termos consciência que acabou. Acabou por alguma razão, por culpa de alguém ou simplesmente porque não poderia durar mais, mas sempre que pensamos que acabou só pensamos "queria mais, muito mais!". É duro dizer adeus a algo que fomos criando aos poucos, seja amor, amizade ou apenas uma conexão mas onde em todos os casos há um laço de união que pensámos que seria inquebrável. Começamos a dizer coisas duras. Saem da boca para fora, pioram as situações, desiludem-nos e acima de tudo desiludimos quem menos queríamos e o frustrante? Pode custar dizer "desculpa", mas custa mais à outra pessoa dizer "estás desculpado", nem que seja apenas por orgulho. Tentámos mostrar-nos fortes, mas será mesmo isso que somos ou não será apenas uma "máscara" para tentar ocultar a mágoa que sentimos por dentro e o quanto fracos estamos?

Custa-nos admitir que erramos, mas o que acaba por nos magoar verdadeiramente, é quando não conseguimos admitir que temos essa culpa e que merecemos estar a sofrer. A vida não é um jogo, não podemos brincar com os sentimentos de uma pessoa assim. Uma vez magoados, é difícil dizer que está tudo bem.

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Quarta-feira, 20.07.11

#1

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Os amigos vêm e vão. Os sorrisos vêm e vão. As palavras verdadeiras vêm e vão mas as saudades vêm e permanecem. Permanecem porque não têm motivo para ir embora. Já não temos os amigos ao nosso lado, já não temos os sorrisos verdadeiros que eles nos colocavam no rosto, já não temos sequer uma verdadeira palavra de carinho que estávamos habituados a receber. Tudo parece mudar sem razão mas para alguns apenas parece que tudo continua como se nada se passasse, mas no nosso coração algo dói, algo que não desaparece facilmente... algo que acaba por nos realmente fazer sofrer e chorar, a procurar em vão a resposta para tal dor. Tudo era mais perfeito se os amigos não se fossem embora, se não fizessem sorrisos forçados, se não dissessem palavras apenas por dizer, se não fizessem promessas que não podiam cumprir. Sinto saudades desses momentos onde tudo parecia verdade, onde cada palavra mesmo que fosse mentira, parecia tão real que me fazia querer cada vez mais tal amizade. Agora não passa de saudades. Saudades de que tudo volte a ser como era

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